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Venda de medicamentos na Internet a partir de 07 de Novembro
Novas regras também permitem administração de vacinas nas farmácias
Foram hoje publicadas em Diário da República as quatro portarias que vêm definir as
novas regras para o mercado das farmácias, entre as quais a possibilidade de venda
de medicamementos através da Internet e a administração de vacinas nas próprias
farmácias.
Uma vez que as portarias entram em vigor cinco dias após a sua publicação, tal
significa que a partir da próxima quarta-feira, 07 de Novembro, as novas regras já
poderão ser aplicadas.
Ou seja, as farmácias e os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita
médica poderão a partir dessa data dispensar medicamentos ao domicílio e aceitar
pedidos feitos através da Internet. Diz a portaria que o pedido de dispensa de
medicamentos para entrega ao domicílio pode ser feito nas farmácias ou nos locais
de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, site da farmácia, email,
telefone e fax. Para isso, as farmácias e os locais de venda de medicamentos não
sujeitos a receita médica terão de ter um site individualizado, onde constem o preço
dos serviços, formas de pagamento, tempo provável para entrega, área geográfica
coberta o nome do director ou responsável técnico. Contudo, para poderem prestar
este serviço, as farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita
médica terão de informar previamente o Infarmed, que congregará no seu próprio site
uma listagem de todos os espaços que prestem este serviço online.
Em relação aos serviços farmacêuticos que poderão ser prestados a partir de quarta-
feira, a respectiva portaria estipula a possibilidade de apoio domiciliário;
administração de primeiros socorros; administração de medicamentos; utilização de
meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica; administração de vacinas não incluídas
no Plano Nacional de Vacinação; programas de cuidados farmacêuticos; campanhas
de informação; e colaboração em programas de educação para a saúde.
Em relação às outras duas portarias publicadas, uma define a forma de cumprimento
das obrigações legalmente previstas de comunicação entre as farmácias e o Infarmed
e a outra fixa os procedimentos de licenciamento e de atribuição de álvara a novas
farmácias e às que resultam de transformação de postos farmacêuticos permanentes,
bem como da transferência da localização das farmácias.
Cientistas encontram ligação entre herpes Alzheimer
Vírus do herpes pode contribuir para a doença
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, sugere
que o vírus do herpes está ligado à doença de Alzheimer. Em testes realizados em
laboratório, uma equipa de cientistas infectou uma cultura de células cerebrais com o
vírus do herpes, HSV – 1, e verificou um aumento surpreendente da quantidade da
proteína beta amilóide, que está presente nos cérebros de pacientes com Alzheimer.
Segundo o estudo, divulgado pela BBC, a proteína beta amilóide deposita-se em
placas, causando a destruição dos neurónios. Numa experiência paralela, os
investigadores examinaram partes dos cérebros de pacientes que morreram de
Alzheimer e encontraram o material genético do vírus da herpes acumulado sobre as
placas da proteína beta amilóide. Além disso, pesquisas anteriores já haviam indicado
que o vírus HSV-1 se encontrava nos cérebros de 70 por cento de pacientes com
Alzheimer.
O estudo, publicado na revista científica “New Scientist”, refere que a descoberta
poderá abrir caminho para a criação de uma vacina contra a doença de Alzheimer.
A Alzheimer é causada por vários factores e a nossa pesquisa indica que uma série
de mutações genéticas e o vírus da herpes podem estar contribuindo para a doença.
No futuro, as pessoas poderão ser imunizadas contra o vírus HSV-1, o que poderia
ajudar na prevenção da doença degenerativa», explica Ruth Itzhaki, líder da pesquisa.
Nutrição
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Pequeno-almoço
A sua ausência provoca consequências imediatas no organismo.
Por: Patrícia Almeida Nunes - Nutricionista, Hospital de Santa Maria
Para começar bem a manhã, aqui fica um conselho: não saia de casa sem um bom
pequeno-almoço. Mas tome-o com calma, pois bastam 10 minutos para garantir um
bom "arranque" para o longo dia que o espera.
Ao acordar...
O pequeno-almoço tem uma importância considerável para um dia alimentar correcto
e equilibrado. Se não realizarmos esta refeição logo após o acordar - e se pensarmos
que a última refeição foi realizada entre as 20h e as 24h do dia anterior -, temos um
somatório de longas horas de jejum, em nada benéfico, com consequências nefastas
para o organismo. O pequeno-almoço deve ser a primeira refeição do dia e deve ser
tomado logo após o acordar, em ambiente calmo e tranquilo. Esta refeição não pode
ser esquecida, e não devemos justificar a sua ausência com desculpas de falta de
tempo ou falta de apetite.
Quando não toma pequeno-almoço...
A ausência de um pequeno-almoço equilibrado provoca consequências imediatas no
seu organismo. Tome nota:
Menor capacidade de concentração;
Aumento do número de acidentes (de trabalho e de trânsito) durante o período da
manhã;
Após a ingestão do almoço (que irá ser a primeira refeição), sensação de desconforto
gástrico;
Diminuição de rendimento físico e intelectual;
Promove o aparecimento de algumas doenças, tais como obesidade ou diabetes;
Aumento da impulsão de comer demasiado em certas refeições;
Dores de cabeça, enjoo e suores (podem ser os 1.os sinais de hipoglicémia - falta de
açúcar no sangue)
Desmaios (em casos extremos)
A ingestão do pequeno-almoço não invalida a possibilidade de, a meio da manhã,
fazer uma outra pequena refeição
O que comer?
As necessidades calóricas diárias variam de acordo com vários factores: sexo, idade,
actividade e clima, entre outros. Assim sendo, o pequeno-almoço deve ser adaptado
a cada caso.
Se, para uns, uma sanduíche e um copo de leite é suficiente, para outros é apenas o
princípio. Regra geral, o pequeno-almoço deve representar cerca de 20 a 25 por
cento da energia total fornecida pelos alimentos que se consomem diariamente.
No pão, bolachas ou tostas, podem ser adicionados um pouco de manteiga ou
margarina, fiambre magro ou queijo. Todos os produtos de charcutaria devem ser
evitados pela sua riqueza em sal e gorduras, bem como as compotas, pois são
grandes fornecedores de açúcares e de absorção rápida pelo organismo.
Pequeno-almoço à inglesa: sim ou não?
O chamado pequeno-almoço à inglesa é constituído por carne ou peixe, ovos ou
presunto, cereais com leite ou iogurte, pão ou tostas, fruta ou sumos de fruta,
compota ou manteiga e, por vezes, feijão.
Este tipo de pequeno-almoço irá fornecer cerca de 40 a 45 por cento das calorias
necessárias, sendo, como já referimos, o ideal de 20 a 25 por cento do valor calórico
total.
Estas refeições são de grande volume, promovem digestões mais morosas e uma
maior ingestão de gorduras (saturadas) e calorias. Devem, por isso, ser evitados por
pessoas pouco activas, sedentárias, com excesso de peso ou com problemas de
diabetes ou cardiovasculares e idosos.
Lembre-se!
Uma pessoa saudável deve ter um regime alimentar variado e equilibrado, adaptado à
sua idade, sexo e actividade.
Uma boa alimentação é um dos factores do meio ambiente que maior influência vai ter
sobre a saúde. É necessário ter em conta que a alimentação condiciona o
desenvolvimento físico e influencia o desenvolvimento intelectual. Assim, um dos
princípios básicos da alimentação saudável é torná-la variada, comendo de tudo um
pouco, várias vezes ao longo do dia (um mínimo de cinco refeições diárias).
A ingestão do pequeno-almoço não invalida, por isso, a possibilidade de, a meio da
manhã, fazer mais uma pequena refeição, que poderá ser constituída por fruta,
iogurte ou algumas bolachas.
Regras de ouro para um bom pequeno-almoço
Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
Tomar num ambiente calmo;
Sempre à mesma hora;
Rico em proteínas e hidratos de carbono de absorção lenta e com baixo teor de
gorduras;
Variado.